Beato João Paulo II: o amigo dos jovens

 “A juventude é um grande dom divino, é uma riqueza singular do homem. Para vocês, a vida se apresenta como uma estrada aberta para o infinito. É no coração do jovem que se desenham, se projetam e se forjam as perspectivas futuras da humanidade. ” (Beato João Paulo II, 16/10/1991)

Com muito carinho, junto com a Igreja Católica, recordamos neste 22 de outubro a memória litúrgica do Beato João Paulo II, “o Papa dos jovens”, como o chamávamos. Ele é  lembrado por ser o idealizador da Jornada Mundial da Juventude, em 1984.

Sou da “Geração João Paulo II”, uma jovem que encontrou o seu caminho e vocação através dos ensinamentos deste querido Papa. Apesar de não o ter conhecido pessoalmente, sinto muita saudade, como se fosse um grande amigo meu; ele dividiu comigo os seus três tesouros:  ensinou-me a amar profundamente  Jesus, a Santa Igreja e a Virgem Maria.

Aprendi também que o jovem tem o seu lugar na missão da Igreja no mundo, podemos evangelizar com a nossa alegria e vida simples, a santidade é uma graça possível e a juventude é um estado de espírito: aos 84 anos, o Papa era mais jovem do que muitos por aí.

Outra lição de João Paulo II foi a vivência do sofrimento: mesmo na dor, não se deixava abater. Carregava a cruz junto com o Mestre, transformava em oração a luta árdua do corpo cansado e doente.

No momento em que todos o aconselhavam a deixar de ser Papa para cuidar de sua saúde, nos deu mais uma manifestação de sua força:  “um pai nunca abandona os seus filhos”. Amar é nunca deixar ninguém para trás.

Tantas palavras de sabedoria!  Diálogo, perdão, humildade. Tantos países tiveram o solo beijado, quantas crianças abraçadas, quantos sorrisos ficaram na lembrança. O Papa gostava da tecnologia, teatro, música, literatura, coalas, ciência e fé. Lutou bravamente defendendo a vida – não ao aborto, à guerra, à eutanásia, a tudo aquilo que tira a dignidade do ser humano… Era gente como a gente, passou por tantas dificuldades e não perdeu a fé, pelo contrário, a fé era a âncora que firmava o barquinho dele nas águas agitadas.

O Papa João Paulo II amou muito o nosso país e esteve aqui quatro vezes: três visitas oficiais (1980, 1991 e 1997) e uma escala enquanto seguia para a Argentina (1982).

Em 2013, o evento que balançava o coração dele, a Jornada Mundial da Juventude, será sediada pelo Brasil.  Que alegria para a nossa geração, quantos frutos espirituais iremos colher. É a juventude que se abre para evangelizar um mundo tão cansado e relativizado, no qual os valores se invertem. É a vitalidade brasileira mostrando o rosto jovem da Igreja e dizendo: “vale a pena ser de Deus”! 

E da sacada do Céu, um Papa acena e sorri diante dessa grande festa…

Imagem: rio2013.com

Um abraço fraterno,

Taís Salum – Equipe do Blog Dominus Vobiscum

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Você se relaciona com o seu Anjo da Guarda?

Quando eu era criança, minha avó me ensinou que temos um anjo da guarda, que sempre antes de sair de casa, antes de dormir devemos conversar com ele, pedindo sua proteção. A oração que uma avó ensina aos netos não pode ser muito longa e, ela sabendo disso, ensinou a oração abaixo:

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governo e me ilumine. Amém.

Com efeito, S. Basílio Magno (330-369) ensinou que “cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida” (Eun. 3,1). Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja nos traz o texto do Êxodo que diz: “Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis”. (Ex 23,20-23).

Apesar de pequena a oração que compartilhei com vocês, ela é muito importante para mim, principalmente depois que ouvi um testemunho, em uma rádio católica, de uma garota, sobre a ação de proteção de seu anjo da guarda, quero também compartilhar essa história.

A garota contou que estava voltando do trabalho para casa mas já era tarde da noite, que precisou passar SOZINHA por uma rua escura para chegar em casa e viu um homem parado, mas como não tinha outro caminho e teve que encarar, rezando sua oração ao anjo e chegou em sua casa bem. No dia seguinte, ficou sabendo que na noite anterior e no horário em que ela tinha passado naquela rua escura, uma garota foi violentada. Os policiais estavam buscando suspeito, inclusive fizeram perguntas à ela e os policiais não entenderam porque não foi ela a vítima. Quando encontraram o mau feitor, este foi questionado do porque escolheu a outra garota ao invés da garota que passou primeiro e também SOZINHA, e o mau feitor respondeu: porque ela estava ACOMPANHADA de um homem…. toda vez que lembro desse testemunho emociono-me.

Depois de ouvir esse testemunho, comecei a contar mais com a proteção do meu anjo e tenho rezado a oração na ida e retorno do trabalho, em meus momentos de oração, e também quando me encontro em uma situação de perigo que precisa ser encarado. Até semana que vem!

Ana Paula Missias – Equipe Dominus Vobiscum

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Contra Vigilâncio:: Escritos de São Jerônimo – Capítulo 17

Coloco aqui mais um capítulo dos discursos de São Jerônimo contra Vigilâncio. Neste, iremos ler o embate entre São Jerônimo e Vigilâncio. São Jerônimo irá nos “armar” de argumentos contra os vigilâncios atuais.

Capítulo XVII

A pedido dos respeitáveis presbíteros – como já disse – eu me dediquei à redação destas poucas considerações, em uma noite de trabalho, pois meu irmão Sisínio, tem pressa de partir para o Egito, onde socorrerá os santos e, por isso, encontra-se impaciente para ir embora. É uma pena, pois a questão por si mesma é tão blasfema que leva à indignação um escritor que possui uma multidão de provas. Mas se Dormilâncio pensa que abusará de mim mais uma vez, e se pensa em disparar contra mim aquela mesma boca blasfema com a qual quebra em pedaços os Apóstolos e mártires, certamente escreverei algo mais que estas linhas. Seja como for, passarei uma noite inteira em vigília, em favor dele e das suas companhias – sejam elas discípulos ou mestres – que pensam que nenhum homem pode ser digno do ministério de Cristo, exceto se for casado e sua esposa for vista com filhos.

(Postagem: Paulo Praxedes – Equipe do Blog Dominus Vobiscum / Tradução: José Fernandes Vidal e Carlos Martins Nabeto – Central de Obras do Cristianismo Primitivo)

Veja Também:: Capítulos 1 | Capítulo 2 | Capítulo 3 | Capítulo 4 | Capítulo 5 | Capítulo 6 | Capítulo 7 | Capítulo 8 | Capítulo 9 | Capítulo 10 | Capítulo 11 | Capítulo 12 |Capítulo 13 Capítulo 14 | Capítulo 15 | Capítulo 16

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